A disputa pela agenda de segurança regional e o conselho de defesa sul-americano

Raphael Padula

Abstract


Este texto analisa a disputa pela influência sobre a agenda de segurança regional na América do Sul, mais especificamente no âmbito do Conselho de Defesa Sul- Americano (CDS) da Unasul, destacando o papel do Brasil diante das ações e interesses de potências externas, notadamente Estados Unidos e China. A visão promovida pelo Brasil enfatiza a soberania sobre recursos naturais e ameaças externas. Enquanto a agenda hemisférica impulsionada pelos EUA, por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de iniciativas de âmbito bilateral e multilateral, foca nas ‘novas ameaças’ internas ou difusas (transnacionais), com destaque para o narcotráfico, que tem encontrado apelo entre governos da região. A projeção da China na região é abordada em razão de suas implicações estratégicas, apesar de não explicitar nenhum projeto de supremacia militar ou agenda de segurança. Parte-se de visões realistas e críticas gramscianas nas quais o poder sobre as ideias e instituições, juntamente com as capacidades materiais de destruição e produção, são elementos fundamentais na projeção de poder dos Estados, partindo de condições e interesses materiais concretos. Ao mesmo tempo, as instituições internacionais são um reflexo de relações de poder interestatais.

 


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