A diplomacia de defesa na política internacional

Antonio Ruy de Almeida Silva

Abstract


Desde os primórdios da política internacional, o rosto sorridente da diplomacia e o punho de ferro do poder militar sempre interagiram. Atrás da diplomacia existe sempre a possibilidade de se recorrer à ameaça ou ao uso da força. No entanto, muitas vezes, os membros civis e militares que constituem os Ministérios da Defesa e as Forças Armadas são “agentes diplomáticos”, que produzem e reproduzem práticas sociais relacionadas com o uso não-coercitivo dos recursos da Defesa. Este artigo analisa essas práticas e sua relação com a diplomacia, concluindo que o fenômeno constitui um tipo específico de diplomacia: a diplomacia de defesa, considerada como uma instituição da sociedade internacional. Esse argumento é constituído em três etapas. Inicialmente, são analisados sucintamente alguns autores que conceituam o fenômeno, mas que não aprofundam sua relação com a diplomacia em seu sentido mais amplo. Em seguida, é estabelecido um conceito de diplomacia de defesa relacionado com práticas sociais, e estabelecidas suas diferenças em relação a outros conceitos, tais como diplomacia naval, emprego político do poder naval e diplomacia militar. Finalmente, o fenômeno é analisado à luz dos critérios para a existência de uma instituição da sociedade internacional.

 

 


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